quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Good Vibrations

- Voce é feliz?
- não sei.
- Como não sabe?
- ah, sei lá ué.
- Então você tem medo de falar que não é?
- eu não disse que não sou, eu disse que não sei.
- É a mesma coisa.
- não é não. [...] você é?
- É o quê?
- feliz ué.
- Eu não.
- não?
- Ah, acho que não. [...] Felicidade é chata.
- chata? por quê?
- Sei lá. É sempre igual e sempre acaba.
- então você gosta de estar triste?
- Não disse isso.
- disse sim. se não gosta de estar feliz, então gosta de estar triste.
- Não sei. Acho que não gosto de nenhum.
- isso não existe. você tem que preferir um lado.
- Não, po. Quem disse?
- sei lá. mas eu acho que tem.
- O que você prefere então?
- [...] acho que eu prefiro quando eu tô com você.
- E isso é ser feliz ou ser triste?
- acho que depende da hora. *sorriso*
- Hahaha. Acho que sim.
- mas eu gosto.
- [...] Me dá um beijo?
- até dois.
[...]

"close my eyes
she's somehow closer now
softly smile, i know she must be kind
when i look in her eyes
she goes with me to a blossom world"

La Mer

Ela tira meu fôlego. Ela me tira de mim.
Ela estava voando quando a vi, e foi ali mesmo que percebi que estivemos sempre ligados. Sempre sonhando, sempre perdidos. Somos uva com chocolate, abacaxi com menta. Somos nós e não somos nada.
Pulei nela e não a soltei nunca. Não quis soltar.
Seus olhos brilhavam, e seu sorriso tímido aumentava. E aumentava e aumentava. E seu rosto se misturava ao vento, e às nuvens. Ela era tudo, ela estava em tudo. E eu estava nela.
Tentei seguir, fiz de tudo. Mas não podia acompanhar. Não podia, não devia.
Não era pra ser seguida nem cuidada. Não era pra nada. Ela pertence a tudo e a nada. Ela está onde não estou. Ela é o que ninguém pode ser.
Ela me faz pensar que o vento vai bater no meu rosto e eu vou sorrir por isso. Me faz pensar no agora e no nunca.
Eu apago, eu desapareço, eu sonho. Eu sonho tanto, e não canso nunca.
Sonho com ela e sonho que eu posso voar. E posso nadar também. E eu nado tão fundo, e não tenho medo.
Eu não canso porque ela não cansa.
Não me acorde. Não me acorde!
Quero voar mais. Quero voar pra sempre. Quero mergulhar no céu, e quero cair sem sentir.
E quando caio ela sorri mais. E mais e mais. E brilha como o fim de tudo e o início de nada. Brilha dentro de mim.
Eu corro. Corro e corro e corro. E ela corre comigo. Perdida como eu. Esquecida como eu. Feliz como eu.
Ela aperta minha mão. Aperta tão forte que me faz explodir. E eu fecho seus olhos, e sonhamos juntos. Sonhamos e gritamos, e não somos nada.
Nada é o que resta. Nada é o que basta. E no nada desmanchamos, e somos um só.

E quem era ela?
Quem souber que guarde pra si e não me conte.

"and when the day arrives
i'll become the sky
and i'll become the sea

and the sea will come to kiss me
for i am going
home

nothing can stop me now"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Lalalalala..."

Às vezes me sinto como uma criancinha querendo tampar os ouvidos para as merdas que meus pais falam um pro outro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quase no começo..

Meu aniversário está chegando e consequentemente o ano novo também. Uau!
Pela primeira vez olhei no calendário os últimos dias do ano e os primeiros do ano que vem. Que sensação estranha.
Quero estar no meio de muitos amigos. Vai ser uma virada de ano especial.

Ói nóis aqui traveis!

Não tenho do que reclamar. Mesmo.
Tudo que vivi serviu de aprendizado, de alguma forma.

Minha vida sempre teve muito movimento. Lugares diferentes, tipos de pessoas diferentes, um dia com tudo, outro dia com um ovo frito pra dividir em três. Passei bons anos reclamando disso tudo.
E não pelas pessoas ou pelo ovo frito, mas pela estabilidade que nunca tive.
Cresci com isso sempre na cabeça. A qualquer momento poderia vir uma mudança, e meu mundo mudaria completamente mais uma vez.
Apesar da bagunça, sempre consegui lidar muito bem com isso. Ou quase sempre, mas enfim.
E lidar com problemas foi algo que fiquei muito experiente ao longo dos anos.
Com problemas e com pessoas.
Uma família desorganizada e gente diferente me ajudaram muito.
Sou um capricorniano típico: duro, teimoso, e fechado. E com isso acabo falando muito mais sobre os problemas do outro do que sobre os meus. Sempre acho melhor cuidar dos meus sozinho, sejam eles problemas internos, ou qualquer coisa por aí. Mas adoro analisar os problemas alheios. Não no sentido de intromissão, mas quando me pedem. Gosto de descobrir mais sobre as pessoas em geral. É um lado que gosto muito de cultivar.
Faço essas análises o tempo todo de forma inconsciente, mas não para o mal. Simplesmente porque é divertido observar as pessoas. Acabamos percebendo como as pessoas são tão iguais em certos pontos, e tão particulares em outros.

Tive bons motivos pra ter algum problema psicológico. Talvez tenha tido algumas manias e paranóias estranhas quando era mais novo - algumas que continuam em menor grau -, mas nunca passei por depressão ou algo mais sério.
Passei perto em uma única época da minha vida, mas logo passou. E mantive bem escondido até acabar.

Hoje sou feliz por ter vivido tudo isso. Feliz por ter sempre um ano diferente do outro, mesmo estando no mesmo lugar. Feliz por ter conhecido tanta gente. Feliz por ter tirado só o melhor de tudo isso.
Não gosto de pensar em como seria se uma ou outra mudança de cidade não tivesse acontecido. Não só de cidade, mas certas mudanças menores em certos pontos foram cruciais para que eu chegasse até aqui, e chegasse com o jeito de ver a vida que tenho agora e tudo que aprendi e melhorei ao longo do tempo.
Ainda tenho muitas experiências pela frente, e sei que vai ser ótimo passar por elas levando tudo que aprendi.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Leve!

Estou leve pra caralho.
E é tudo o que eu tenho a dizer.
Pensei hoje em algo mais falar, mas tudo que me vinha era isso. Então é isso.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Em defesa do amor

Eu acredito no amor.
Já tive grandes discussões em várias épocas diferentes, e minha opinião não muda. E quanto mais o tempo passa, e por mais situações eu passo, mais minha ideia se mantém.

Amor não é conveniência. Amor não é troca de favores. Amor não é egoísmo.
Quem pensa que é isso e quem já sentiu isso nunca amou de verdade. E digo pensar isso de verdade, e não apenas usar como desculpa para uma desilusão amorosa.
Quem ama quer fazer o amado feliz. Quem ama não faz carinho para ganhar carinho; quem ama não dá presente pra ganhar presente; quem ama não faz sorrir para sorrir também.
Fazer o bem para quem você ama te faz muito bem sim. E por isso é egoísmo?
A troca é natural. O ato de amor feito por um - seja ele qual for -, mesmo que não seja recíproco de imediato, incentiva o outro a fazer também. Não por dever, não por troca, não por obrigação. Mas porque é bom. É simples.

Acredito naquele "amor da vida", mas acredito que há vários amores da vida. O amor da vida não precisa durar pra sempre. O amor da vida não tem tempo definido. Não é um ano, dois, dez, cinquenta.
Uma vez li que o amor é verdadeiro enquanto vivemos sem necessidade de mudarmos por ele. E isso pode ser por uma semana, ou pela vida toda.
Quem ama não vê defeito, e isso é fato.

Não vou dizer que há verdade absoluta no fato de não haver mudanças pelo amor porque não é assim que acontece. E é por isso que às vezes o namoro chega a durar mais que o casamento. Namoro é confortável. Tem muita ilusão e nada de pressão. Casamento é na real. Manias aparecem e se tornam insuportáveis.
Mas o ponto é que não deveria ser assim. Agir diferente para agradar o outro é errado e desnecessário.
E acabamos descobrindo que amamos a pessoa pelo que ela não é. O que não deixa de ser amor, mas simplesmente não funciona.

Foi trocado? Levou um chute? Então não foi amor de verdade!
Isso é papo de quem quer dar de coitadinho. E falo isso porque já pensei assim, e é a maior bobagem do mundo.
Sabemos se foi de verdade ou não. Sabemos se quando dava certo era real. E se foi real alguma vez, não é porque alguém não quer mais que então nunca foi de verdade.
As pessoas mudam muito. E, às vezes, a convivência das duas pessoas mais compatíveis do mundo pode se tornar impossível. E isso não anula o que aconteceu quando as coisas funcionavam.

Amor pleno? Isso realmente não sei se existe, tirando amor de pai/mãe por um filho. Amar e cuidar mesmo que se receba um cuspe na cara, acho que só mãe mesmo. Até porque, se damos amor e carinho, e não recebemos de volta, já não é uma questão de troca de favor, mas sim de merecimento desse amor. Ninguém deve ser idiota de outra pessoa.
A troca, como disse, é natural. Ser companheiro de alguém significa estar lá no sorriso e na dor, sem nunca ponderar se isso compensa ou não. Seja com um casal ou com amigos.
Carinho, afeto, respeito, e etc não deve ser cobrado. E não porque não podemos pedir o "favor" de volta, mas porque não se pode chegar à necessidade da cobrança. Não existe "favor" num relacionamento. E se isso acontecer, realmente não é amor.

(sim, foi uma resposta)