quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vulnerabilidade

Não confie em alguém que nunca se altera.
Esse alguém tem muito a esconder.

Me sinto assim. Há algum tempo não esboço reação. Não reajo e não mostro nada.

Uma máscara. Uma farsa.

Vejo outros ao meu redor do mesmo jeito.
E a questão é: o que é preciso pra que a reação apareça?

Me escondo naturalmente, sem grande esforço.
Normalmente não sei nem como faria ou o que diria pra mostrar o que eu penso.
E é incrível quando acontece, em raros momentos, de eu saber o que dizer.

Leve excitação com a ideia de me tornar vulnerável.
Mas mesmo o que me torna vulnerável é pensado e repensado. Nada sai sem o carimbo de permissão.

E por que estou aqui dizendo tudo isso?
Vulnerabilidade.

Às vezes um pequeno, e necessário, prazer.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Piração e cansaço

Ok, tô carente.

Férias entrando na reta final, e eu fico pensando como vai ser quando as aulas voltarem e a minha piração voltar com tudo.

Tá na hora de eu voltar com meus contos. Eles me ajudavam muito.
Muita coisa na cabeça, muito pra falar, mas tudo embaçado.

E me sinto mais seguro de mim.
E me sinto cansado também.

E por quê?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Verdade escondida...

Apenas uma nota.

Minha mãe esses dias notou que há algo de errado comigo.
Eu não soube dizer o que era, justamente porque não sei mesmo. Pelo menos não com exatidão.
Não posso citar um evento específico, muito menos algo recente como ela pensou.

Disse a verdade, de uma forma extremamente minimizada e somada à normal confusão de quando falo sobre mim.
Disse que talvez andasse assim há algum tempo, mas só nas férias houve tempo para que eu fizesse isso ser notado.

Ela continuou pensando em algo recente. Disse que não estava assim antes.

Mas enfim.
Realmente andei mais cabisbaixo que o normal nos últimos dias.
godonlyknowswhy.

Uma verdade escondida.
Até de mim.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Segurança

Não sou bom em falar. Isso é um grande problema pra mim.

Gosto de ouvir. As pessoas precisam ser ouvidas às vezes.

Mas não tenho o que falar. E quando pedem que eu me abra eu fico angustiado.
Prefiro quando é espontâneo.

Eu falo as coisas pela metade. Falo muito e não falo nada. Mas é o que sai.
Gosto dos pequenos detalhes das pessoas. E do mesmo jeito eu também falo pequenas coisas sem importância.

Já fui de falar um pouco mais. Pelo menos um pouco mais.
Eu me entregava mais antigamente. Sem medo. Falava coisas que me deixariam vulneráveis de propósito.
Mas hoje me prendo. Acho arriscado.
Preciso de segurança. Preciso que saibam pouco do que estou pensando.

Teria escrito melhor ontem.

E o velho brilho?

O namoro me estragou.

Já fui mais interessante. Já fui mais divertido.
Já tive meu charme, sabe?

Por mais que às vezes eu me esforce pra ter aquela leveza de antes e cativar as pessoas, não sai nada leve.
Não sai por causa do esforço.

Não deve ter sido só o namoro. Cito ele porque foi um evento muito importante numa época que naturalmente traria grandes mudanças.
Mas perdi boa parte do meu encanto.

Até hoje sinto vergonha do que fiz comigo mesmo, e por tanto tempo.

Podem dizer que mantenho um complexo daquilo tudo. Claro que negarei pra qualquer um com veemência, mas não aqui. Não pra minha consciência.

E o que acontece é que o complexo é comigo mesmo. Me odeio até hoje por ter me tratado como lixo.

Sempre penso que aprendi muito com aquilo.
Aí eu lembro que sempre fui assim, só que em menores proporções.
Aí eu me pego agindo assim de novo. E fico puto.
Fico puto porque eu sei que não consigo não me importar. Não consigo fingir pra mim mesmo.

E não era pra eu me sentir assim.

Isso que é bizarro, porque não tenho motivos. E o pior é que não é sempre que me sinto mal. Minha cabeça muda. Muda do nada e muda totalmente.
Qualquer pensamento, palavra ou sei lá. Qualquer coisa pode ligar meu alarme e eu viro outra pessoa. Depois mudo de novo.

Caramba! Quanta bobagem.
Quanta maluquice.

domingo, 27 de junho de 2010

Em paz..

Algo mudou. Não sei o quê, mas mudou.

Acho que estou sentindo. Será?

Nessa semana eu reparei de repente que eu não mais odiava todo mundo da minha sala. Pelo contrário.
Sei lá o que aconteceu, mas não estou sem paciência. Não finjo que estou curtindo conversar com as pessoas. Não rio sem vontade. Não acho as pessoas insuportáveis.

A proximidade das férias me enxe de alegria e boa vontade, isso é fato. Mas não foi isso que causou a mudança.
Aconteceu de forma sutil, até demorei a me tocar disso.

Enfim, é ótimo!

Ainda há um ou outro que não adianta, não bate. Mas ok, eu irrito de volta com bom humor.
E o ponto nem é esse.

A mudança é geral. Estou feliz.
E por mais que continue fazendo as mesmas coisas de sempre, parece que tenho um propósito. Seja lá qual for.

Só sei que devia deixar registrado.

E já sei a primeira coisa que vou fazer quando voltar pra casa: compras muitos jogos novos pro meu irmão.
Eu odeio pensar que ele está ficando entediado, fazendo a mesma coisa de sempre sem nenhuma novidade. Quero ver a alegria dele de ver coisas novas.

Estou cheio de amor.
Estou em paz.

Menos de uma semana.

sábado, 12 de junho de 2010

Repetitivo e ridículo

Sou um idiota. Não um completo idiota pois tenho algumas habilidades as quais me orgulho muito.
Mas ainda assim, um idiota.

Eu tô meio que pirando.
Cansado do social. Cansado de ser agradável sempre. Cansado de ter que parecer agradável não querendo ser.
Ou talvez esteja ficando lúcido demais.

E ao mesmo tempo ando cada vez mais empolgado com a minha futura profissão e os planos do que farei e etc.
Escolhi certo, definitivamente. Faço com prazer e faço direito.

Enfim.

Odeio me sentir idiota. E faço/penso coisas que me fazem sentir assim com frequência.

Bons tempos em que as coisas não eram tão sérias e minhas preocupações não tinham grande importância.
Gosto da seriedade de agora, mas tenho tantas lembranças boas de uma certa época.

Acho que tô me repetindo.
Esse blog tá perdendo o sentido.
Há muito tempo não fico inspirado e não consigo escrever o que tenho vontade. Acabo escrevendo coisas inúteis que já devo ter falado umas 10 vezes.

E penso em você direto.

Post ridículo.