segunda-feira, 26 de julho de 2010

Piração e cansaço

Ok, tô carente.

Férias entrando na reta final, e eu fico pensando como vai ser quando as aulas voltarem e a minha piração voltar com tudo.

Tá na hora de eu voltar com meus contos. Eles me ajudavam muito.
Muita coisa na cabeça, muito pra falar, mas tudo embaçado.

E me sinto mais seguro de mim.
E me sinto cansado também.

E por quê?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Verdade escondida...

Apenas uma nota.

Minha mãe esses dias notou que há algo de errado comigo.
Eu não soube dizer o que era, justamente porque não sei mesmo. Pelo menos não com exatidão.
Não posso citar um evento específico, muito menos algo recente como ela pensou.

Disse a verdade, de uma forma extremamente minimizada e somada à normal confusão de quando falo sobre mim.
Disse que talvez andasse assim há algum tempo, mas só nas férias houve tempo para que eu fizesse isso ser notado.

Ela continuou pensando em algo recente. Disse que não estava assim antes.

Mas enfim.
Realmente andei mais cabisbaixo que o normal nos últimos dias.
godonlyknowswhy.

Uma verdade escondida.
Até de mim.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Segurança

Não sou bom em falar. Isso é um grande problema pra mim.

Gosto de ouvir. As pessoas precisam ser ouvidas às vezes.

Mas não tenho o que falar. E quando pedem que eu me abra eu fico angustiado.
Prefiro quando é espontâneo.

Eu falo as coisas pela metade. Falo muito e não falo nada. Mas é o que sai.
Gosto dos pequenos detalhes das pessoas. E do mesmo jeito eu também falo pequenas coisas sem importância.

Já fui de falar um pouco mais. Pelo menos um pouco mais.
Eu me entregava mais antigamente. Sem medo. Falava coisas que me deixariam vulneráveis de propósito.
Mas hoje me prendo. Acho arriscado.
Preciso de segurança. Preciso que saibam pouco do que estou pensando.

Teria escrito melhor ontem.

E o velho brilho?

O namoro me estragou.

Já fui mais interessante. Já fui mais divertido.
Já tive meu charme, sabe?

Por mais que às vezes eu me esforce pra ter aquela leveza de antes e cativar as pessoas, não sai nada leve.
Não sai por causa do esforço.

Não deve ter sido só o namoro. Cito ele porque foi um evento muito importante numa época que naturalmente traria grandes mudanças.
Mas perdi boa parte do meu encanto.

Até hoje sinto vergonha do que fiz comigo mesmo, e por tanto tempo.

Podem dizer que mantenho um complexo daquilo tudo. Claro que negarei pra qualquer um com veemência, mas não aqui. Não pra minha consciência.

E o que acontece é que o complexo é comigo mesmo. Me odeio até hoje por ter me tratado como lixo.

Sempre penso que aprendi muito com aquilo.
Aí eu lembro que sempre fui assim, só que em menores proporções.
Aí eu me pego agindo assim de novo. E fico puto.
Fico puto porque eu sei que não consigo não me importar. Não consigo fingir pra mim mesmo.

E não era pra eu me sentir assim.

Isso que é bizarro, porque não tenho motivos. E o pior é que não é sempre que me sinto mal. Minha cabeça muda. Muda do nada e muda totalmente.
Qualquer pensamento, palavra ou sei lá. Qualquer coisa pode ligar meu alarme e eu viro outra pessoa. Depois mudo de novo.

Caramba! Quanta bobagem.
Quanta maluquice.

domingo, 27 de junho de 2010

Em paz..

Algo mudou. Não sei o quê, mas mudou.

Acho que estou sentindo. Será?

Nessa semana eu reparei de repente que eu não mais odiava todo mundo da minha sala. Pelo contrário.
Sei lá o que aconteceu, mas não estou sem paciência. Não finjo que estou curtindo conversar com as pessoas. Não rio sem vontade. Não acho as pessoas insuportáveis.

A proximidade das férias me enxe de alegria e boa vontade, isso é fato. Mas não foi isso que causou a mudança.
Aconteceu de forma sutil, até demorei a me tocar disso.

Enfim, é ótimo!

Ainda há um ou outro que não adianta, não bate. Mas ok, eu irrito de volta com bom humor.
E o ponto nem é esse.

A mudança é geral. Estou feliz.
E por mais que continue fazendo as mesmas coisas de sempre, parece que tenho um propósito. Seja lá qual for.

Só sei que devia deixar registrado.

E já sei a primeira coisa que vou fazer quando voltar pra casa: compras muitos jogos novos pro meu irmão.
Eu odeio pensar que ele está ficando entediado, fazendo a mesma coisa de sempre sem nenhuma novidade. Quero ver a alegria dele de ver coisas novas.

Estou cheio de amor.
Estou em paz.

Menos de uma semana.

sábado, 12 de junho de 2010

Repetitivo e ridículo

Sou um idiota. Não um completo idiota pois tenho algumas habilidades as quais me orgulho muito.
Mas ainda assim, um idiota.

Eu tô meio que pirando.
Cansado do social. Cansado de ser agradável sempre. Cansado de ter que parecer agradável não querendo ser.
Ou talvez esteja ficando lúcido demais.

E ao mesmo tempo ando cada vez mais empolgado com a minha futura profissão e os planos do que farei e etc.
Escolhi certo, definitivamente. Faço com prazer e faço direito.

Enfim.

Odeio me sentir idiota. E faço/penso coisas que me fazem sentir assim com frequência.

Bons tempos em que as coisas não eram tão sérias e minhas preocupações não tinham grande importância.
Gosto da seriedade de agora, mas tenho tantas lembranças boas de uma certa época.

Acho que tô me repetindo.
Esse blog tá perdendo o sentido.
Há muito tempo não fico inspirado e não consigo escrever o que tenho vontade. Acabo escrevendo coisas inúteis que já devo ter falado umas 10 vezes.

E penso em você direto.

Post ridículo.

domingo, 30 de maio de 2010

Propósito

Passei a semana ouvindo muito Smiths.
Inevitavelmente, essa banda vai sempre me lembrar alguém. Mas sei lá, não fez a menor diferença dessa vez.

Passei pelo teste maior: ouvi aquela música. E não senti nada.
Senti. Mas o que senti foi uma excitação enorme por poder ouvir a música sem pirar no primeiro minuto. Senti uma gostosa sensação de controle. Sensação de que a música poderia me lembrar de muitas coisas, mas isso não importava. Na verdade, quase não pensei em outra coisa a não ser na própria música enquanto ouvia.

Foi bom.

Acho que tenho um motivo pra terapia.
O motivo é algo que já repeti por toda a existência desse blog. O motivo é que há muito eu deixei de sentir as coisas. Sentir de verdade.
Porra, o que acontece? Nunca fui passivo desse jeito. Nunca fui de deixar as coisas passarem e nem pensar. Nem me alterar.

Não sei o que fazer. Não sei se é da minha cabeça ou sei lá.
Parece que perdi a importância, que deixei de ser notado.

E cansei de falar disso sempre. Parece que só falo e falo e não faço nada pra mudar.
O problema é que não sei como mudar.
As coisas vão tomando rumos e não faço nada. Como se nada ganhasse um significado maior. Como se eu não tivesse controle.
Parece que estou sem um objetivo.

Quando eu era mais novo e tudo era mais fácil eu me divertia muito. Havia sempre uma descoberta, uma aventura, e eu tinha pessoas incríveis do meu lado.
Quando eu cheguei no terceiro ano a ficha não caiu que eu tinha uma responsabilidade maior. Eu tava com a minha cabeça de colegial querendo salvar meu namoro e reviver as loucuras de quando a gente não tinha responsabilidade nenhuma.
No ano seguinte eu percebi que ia ficar pra trás se não fizesse alguma coisa por mim. Meu objetivo agora era entrar na faculdade, não importando o que acontecesse e quem estivesse do meu lado. Nunca me foquei tanto e por tanto tempo pra atingir um objetivo.

Sempre tive um objetivo. A diferença é que dessa vez a coisa era mais séria. Mas era só mais um objetivo.
Mas agora, tudo parece solto demais.

Sei muito bem o que devo fazer. Sei que meu dever agora é me formar, conhecer pessoas, preparar o terreno pra minha vida profissional e etc. Gosto de pensar na rede que estou criando. Gosto de pensar que estou planejando meu futuro, que estou criando relações importantes. E que além disso, estou vivendo muita coisa nova, me divertindo e descobrindo mais da vida. E tudo isso sozinho.

Mas ainda assim, tudo parece solto demais.
Estou preparando meu futuro, mas futuro é algo que não passa pela minha cabeça com tanta frequência.
Dificilmente me pego imaginando as coisas daqui um ano ou até menos.
Estou estranho. Estou vivendo o presente. Mas estou vivendo de forma errada, como se não tivesse vivendo mesmo. Estou apenas assistindo tudo passar por mim.
Contar as horas, as aulas, os dias. Pensar que finalmente cheguei na quarta-feira e não preciso dormir cedo. Chegar na sexta-feira e pensar que mais uma semana acabou.
Pensar rapidamente que daqui tantas semanas terei provas, e de repente elas já foram.

Cansei se assistir a minha vida passar uma semana de cada vez. Cansei de passar por tudo sem um propósito definido.
É como se cinco anos fosse um tempo muito além do que posso enxergar. Meu objetivo está lá na frente, e se não consigo visualizar meu objetivo, é como se não tivesse propósito pra mais nada.

Não posso ter como base um objetivo tão longe assim. Preciso de incentivos.
Preciso ter algo pra viver por. Preciso de algo mais imediato na minha vida.

Preciso fazer as coisas valerem a pena. Preciso viver mais. Preciso fazer mais.
Preciso de algum sentido.

Não quero me tornar o personagem que eu mesmo criei há não muito tempo.