Eu sempre me envolvo demais com as pessoas. E eu gosto dessa profundidade, mas eu normalmente esqueço de mim.
Eu gosto de ajudar, gosto de falar. Eu adoro falar. Mas sei lá.
Eu falo tanto sobre os outros que minha vida fica de lado. E eu gosto de soltar pequenas coisas minhas, justamente porque eu nunca falo nada.
Quero ter interesse em alguém, e esse alguém ter interesse em mim.
Eu gosto de falar com você porque você libera minha vontade de falar coisas que me deixam vulnerável.
Eu sou bobo. Sou cheio de ilusões. Não deixo transparecer isso, mas eu sou. Acredito em cada bobagem. Do tipo amor da vida e fidelidade. E mesmo chamando de bobagem, eu não acredito que seja. Não queria que fosse. Mas conforme o tempo passa vou pouco a pouco desacreditando.
Sempre confiei demais nas pessoas. Sempre acreditei demais. É claro que toda criança é muito inocente, mas eu era mais ainda. Demorei muito a ganhar certa malícia com as coisas. E mesmo depois de ter aprendido a desconfiar, continuei confiando muito. E confiar nas pessoas só prova o quanto você não deve confiar nelas.
Já tive várias surpresas desagradáveis com as pessoas. Não sou de espernear e sair chutando o mundo, mas eu fico sentido. Muitas vezes nem pelo ato, mas pela surpresa.
Queria poder confiar sem medo. Eu me entrego fácil, e odeio quando se aproveitam disso.
Eu gosto da sua presença. Gosto de me sentir atraído, mesmo sabendo que nada a ver.
Não entendo certas coisas que você faz ou pensa, mas acho que nem você entende.
Não quero salvar ninguém. Ninguém quer ser salvo.
"Eu juro que não olho!"
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
...is equal to the love you make
Comprei meu presente de natal. Quando vi o preço fiquei doido, uma pechincha! Não digo que não pensei duas vezes; pensei algumas. Mas é que às vezes as coisas são maravilhosas de madrugada, e terríveis no dia seguinte.
Mas acordei de manhã muito feliz pela aquisição!
"oh yeah! all right!
are you gonna be in my dreams tonight?"
Mas acordei de manhã muito feliz pela aquisição!
"oh yeah! all right!
are you gonna be in my dreams tonight?"
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Good Vibrations
- Voce é feliz?
- não sei.
- Como não sabe?
- ah, sei lá ué.
- Então você tem medo de falar que não é?
- eu não disse que não sou, eu disse que não sei.
- É a mesma coisa.
- não é não. [...] você é?
- É o quê?
- feliz ué.
- Eu não.
- não?
- Ah, acho que não. [...] Felicidade é chata.
- chata? por quê?
- Sei lá. É sempre igual e sempre acaba.
- então você gosta de estar triste?
- Não disse isso.
- disse sim. se não gosta de estar feliz, então gosta de estar triste.
- Não sei. Acho que não gosto de nenhum.
- isso não existe. você tem que preferir um lado.
- Não, po. Quem disse?
- sei lá. mas eu acho que tem.
- O que você prefere então?
- [...] acho que eu prefiro quando eu tô com você.
- E isso é ser feliz ou ser triste?
- acho que depende da hora. *sorriso*
- Hahaha. Acho que sim.
- mas eu gosto.
- [...] Me dá um beijo?
- até dois.
[...]
"close my eyes
she's somehow closer now
softly smile, i know she must be kind
when i look in her eyes
she goes with me to a blossom world"
- não sei.
- Como não sabe?
- ah, sei lá ué.
- Então você tem medo de falar que não é?
- eu não disse que não sou, eu disse que não sei.
- É a mesma coisa.
- não é não. [...] você é?
- É o quê?
- feliz ué.
- Eu não.
- não?
- Ah, acho que não. [...] Felicidade é chata.
- chata? por quê?
- Sei lá. É sempre igual e sempre acaba.
- então você gosta de estar triste?
- Não disse isso.
- disse sim. se não gosta de estar feliz, então gosta de estar triste.
- Não sei. Acho que não gosto de nenhum.
- isso não existe. você tem que preferir um lado.
- Não, po. Quem disse?
- sei lá. mas eu acho que tem.
- O que você prefere então?
- [...] acho que eu prefiro quando eu tô com você.
- E isso é ser feliz ou ser triste?
- acho que depende da hora. *sorriso*
- Hahaha. Acho que sim.
- mas eu gosto.
- [...] Me dá um beijo?
- até dois.
[...]
"close my eyes
she's somehow closer now
softly smile, i know she must be kind
when i look in her eyes
she goes with me to a blossom world"
La Mer
Ela tira meu fôlego. Ela me tira de mim.
Ela estava voando quando a vi, e foi ali mesmo que percebi que estivemos sempre ligados. Sempre sonhando, sempre perdidos. Somos uva com chocolate, abacaxi com menta. Somos nós e não somos nada.
Pulei nela e não a soltei nunca. Não quis soltar.
Seus olhos brilhavam, e seu sorriso tímido aumentava. E aumentava e aumentava. E seu rosto se misturava ao vento, e às nuvens. Ela era tudo, ela estava em tudo. E eu estava nela.
Tentei seguir, fiz de tudo. Mas não podia acompanhar. Não podia, não devia.
Não era pra ser seguida nem cuidada. Não era pra nada. Ela pertence a tudo e a nada. Ela está onde não estou. Ela é o que ninguém pode ser.
Ela me faz pensar que o vento vai bater no meu rosto e eu vou sorrir por isso. Me faz pensar no agora e no nunca.
Eu apago, eu desapareço, eu sonho. Eu sonho tanto, e não canso nunca.
Sonho com ela e sonho que eu posso voar. E posso nadar também. E eu nado tão fundo, e não tenho medo.
Eu não canso porque ela não cansa.
Não me acorde. Não me acorde!
Quero voar mais. Quero voar pra sempre. Quero mergulhar no céu, e quero cair sem sentir.
E quando caio ela sorri mais. E mais e mais. E brilha como o fim de tudo e o início de nada. Brilha dentro de mim.
Eu corro. Corro e corro e corro. E ela corre comigo. Perdida como eu. Esquecida como eu. Feliz como eu.
Ela aperta minha mão. Aperta tão forte que me faz explodir. E eu fecho seus olhos, e sonhamos juntos. Sonhamos e gritamos, e não somos nada.
Nada é o que resta. Nada é o que basta. E no nada desmanchamos, e somos um só.
E quem era ela?
Quem souber que guarde pra si e não me conte.
"and when the day arrives
i'll become the sky
and i'll become the sea
and the sea will come to kiss me
for i am going
home
nothing can stop me now"
Ela estava voando quando a vi, e foi ali mesmo que percebi que estivemos sempre ligados. Sempre sonhando, sempre perdidos. Somos uva com chocolate, abacaxi com menta. Somos nós e não somos nada.
Pulei nela e não a soltei nunca. Não quis soltar.
Seus olhos brilhavam, e seu sorriso tímido aumentava. E aumentava e aumentava. E seu rosto se misturava ao vento, e às nuvens. Ela era tudo, ela estava em tudo. E eu estava nela.
Tentei seguir, fiz de tudo. Mas não podia acompanhar. Não podia, não devia.
Não era pra ser seguida nem cuidada. Não era pra nada. Ela pertence a tudo e a nada. Ela está onde não estou. Ela é o que ninguém pode ser.
Ela me faz pensar que o vento vai bater no meu rosto e eu vou sorrir por isso. Me faz pensar no agora e no nunca.
Eu apago, eu desapareço, eu sonho. Eu sonho tanto, e não canso nunca.
Sonho com ela e sonho que eu posso voar. E posso nadar também. E eu nado tão fundo, e não tenho medo.
Eu não canso porque ela não cansa.
Não me acorde. Não me acorde!
Quero voar mais. Quero voar pra sempre. Quero mergulhar no céu, e quero cair sem sentir.
E quando caio ela sorri mais. E mais e mais. E brilha como o fim de tudo e o início de nada. Brilha dentro de mim.
Eu corro. Corro e corro e corro. E ela corre comigo. Perdida como eu. Esquecida como eu. Feliz como eu.
Ela aperta minha mão. Aperta tão forte que me faz explodir. E eu fecho seus olhos, e sonhamos juntos. Sonhamos e gritamos, e não somos nada.
Nada é o que resta. Nada é o que basta. E no nada desmanchamos, e somos um só.
E quem era ela?
Quem souber que guarde pra si e não me conte.
"and when the day arrives
i'll become the sky
and i'll become the sea
and the sea will come to kiss me
for i am going
home
nothing can stop me now"
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
"Lalalalala..."
Às vezes me sinto como uma criancinha querendo tampar os ouvidos para as merdas que meus pais falam um pro outro.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Quase no começo..
Meu aniversário está chegando e consequentemente o ano novo também. Uau!
Pela primeira vez olhei no calendário os últimos dias do ano e os primeiros do ano que vem. Que sensação estranha.
Quero estar no meio de muitos amigos. Vai ser uma virada de ano especial.
Pela primeira vez olhei no calendário os últimos dias do ano e os primeiros do ano que vem. Que sensação estranha.
Quero estar no meio de muitos amigos. Vai ser uma virada de ano especial.
Ói nóis aqui traveis!
Não tenho do que reclamar. Mesmo.
Tudo que vivi serviu de aprendizado, de alguma forma.
Minha vida sempre teve muito movimento. Lugares diferentes, tipos de pessoas diferentes, um dia com tudo, outro dia com um ovo frito pra dividir em três. Passei bons anos reclamando disso tudo.
E não pelas pessoas ou pelo ovo frito, mas pela estabilidade que nunca tive.
Cresci com isso sempre na cabeça. A qualquer momento poderia vir uma mudança, e meu mundo mudaria completamente mais uma vez.
Apesar da bagunça, sempre consegui lidar muito bem com isso. Ou quase sempre, mas enfim.
E lidar com problemas foi algo que fiquei muito experiente ao longo dos anos.
Com problemas e com pessoas.
Uma família desorganizada e gente diferente me ajudaram muito.
Sou um capricorniano típico: duro, teimoso, e fechado. E com isso acabo falando muito mais sobre os problemas do outro do que sobre os meus. Sempre acho melhor cuidar dos meus sozinho, sejam eles problemas internos, ou qualquer coisa por aí. Mas adoro analisar os problemas alheios. Não no sentido de intromissão, mas quando me pedem. Gosto de descobrir mais sobre as pessoas em geral. É um lado que gosto muito de cultivar.
Faço essas análises o tempo todo de forma inconsciente, mas não para o mal. Simplesmente porque é divertido observar as pessoas. Acabamos percebendo como as pessoas são tão iguais em certos pontos, e tão particulares em outros.
Tive bons motivos pra ter algum problema psicológico. Talvez tenha tido algumas manias e paranóias estranhas quando era mais novo - algumas que continuam em menor grau -, mas nunca passei por depressão ou algo mais sério.
Passei perto em uma única época da minha vida, mas logo passou. E mantive bem escondido até acabar.
Hoje sou feliz por ter vivido tudo isso. Feliz por ter sempre um ano diferente do outro, mesmo estando no mesmo lugar. Feliz por ter conhecido tanta gente. Feliz por ter tirado só o melhor de tudo isso.
Não gosto de pensar em como seria se uma ou outra mudança de cidade não tivesse acontecido. Não só de cidade, mas certas mudanças menores em certos pontos foram cruciais para que eu chegasse até aqui, e chegasse com o jeito de ver a vida que tenho agora e tudo que aprendi e melhorei ao longo do tempo.
Ainda tenho muitas experiências pela frente, e sei que vai ser ótimo passar por elas levando tudo que aprendi.
Tudo que vivi serviu de aprendizado, de alguma forma.
Minha vida sempre teve muito movimento. Lugares diferentes, tipos de pessoas diferentes, um dia com tudo, outro dia com um ovo frito pra dividir em três. Passei bons anos reclamando disso tudo.
E não pelas pessoas ou pelo ovo frito, mas pela estabilidade que nunca tive.
Cresci com isso sempre na cabeça. A qualquer momento poderia vir uma mudança, e meu mundo mudaria completamente mais uma vez.
Apesar da bagunça, sempre consegui lidar muito bem com isso. Ou quase sempre, mas enfim.
E lidar com problemas foi algo que fiquei muito experiente ao longo dos anos.
Com problemas e com pessoas.
Uma família desorganizada e gente diferente me ajudaram muito.
Sou um capricorniano típico: duro, teimoso, e fechado. E com isso acabo falando muito mais sobre os problemas do outro do que sobre os meus. Sempre acho melhor cuidar dos meus sozinho, sejam eles problemas internos, ou qualquer coisa por aí. Mas adoro analisar os problemas alheios. Não no sentido de intromissão, mas quando me pedem. Gosto de descobrir mais sobre as pessoas em geral. É um lado que gosto muito de cultivar.
Faço essas análises o tempo todo de forma inconsciente, mas não para o mal. Simplesmente porque é divertido observar as pessoas. Acabamos percebendo como as pessoas são tão iguais em certos pontos, e tão particulares em outros.
Tive bons motivos pra ter algum problema psicológico. Talvez tenha tido algumas manias e paranóias estranhas quando era mais novo - algumas que continuam em menor grau -, mas nunca passei por depressão ou algo mais sério.
Passei perto em uma única época da minha vida, mas logo passou. E mantive bem escondido até acabar.
Hoje sou feliz por ter vivido tudo isso. Feliz por ter sempre um ano diferente do outro, mesmo estando no mesmo lugar. Feliz por ter conhecido tanta gente. Feliz por ter tirado só o melhor de tudo isso.
Não gosto de pensar em como seria se uma ou outra mudança de cidade não tivesse acontecido. Não só de cidade, mas certas mudanças menores em certos pontos foram cruciais para que eu chegasse até aqui, e chegasse com o jeito de ver a vida que tenho agora e tudo que aprendi e melhorei ao longo do tempo.
Ainda tenho muitas experiências pela frente, e sei que vai ser ótimo passar por elas levando tudo que aprendi.
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